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quarta-feira, 13 de junho de 2012

Prepare o copo d'água


Santo Antônio! Santo Antônio!
Meu santinho tão querido,
Quero pedir, em segredo,
Que me arranje um marido.

Não é pra já... nada disso!
Que eu ainda sou criança,
Não posso ter compromisso,
Mas posso ter esperança...
Que vá o tempo passando,
Vá o senhor me arranjando...

Em todo o caso, a meu ver,
Já que o tempo é tanto assim,
Há tempo para escolher
Um bom marido pra mim.

Eu quero um moço fagueiro
Alto, bonito, valente,
Que ganhe muito dinheiro
E me dê muito presente.

Que seja rapaz direito
E não tolo atrevido,
Pois seja assim com o jeito
Do papaizinho querido.

Não é pra já, não senhor!
Mas... seja lá como for,
Mais dia ou menos dia,
Não quero é ficar pra tia!

Autora: Magdalena Léa
Livro: "A Criança Recita"

terça-feira, 10 de abril de 2012

Incerteza




Manter um certo otimismo e perseguir com serenidade e obstinação a realização dos nossos anseios costuma dar mais graça e sabor ao cotidiano.
Não creio que ter esperança de que coisas interessantes possam vir a nos acontecer no futuro seja viver de ilusões: o futuro é desconhecido!
O medo da incerteza, que muitos sentem, se baseia na idéia, equivocada, de que dela só "saltarão" más notícias: coisas boas também podem vir.
Se soubéssemos tudo sobre nosso futuro, inclusive a data da nossa morte, viveríamos de modo displicente, triste, sem empenho ou criatividade.

O futuro é incerto e muitos se assustam com isso: penso que se trata de um requisito essencial para que viver seja uma aventura fascinante! Viver é uma aventura fascinante porque cada dia traz, além do cotidiano repetitivo, a chance de surpresas, tanto positivas como negativas.

A incerteza diante do futuro permite que tentemos nos reinventar todo o tempo: podemos abandonar projetos frustrantes e buscar rumos novos. Graças à incerteza (que tanto nos assusta) ganhamos uma enorme liberdade: cabe a nós escrever, dia após dia, boa parcela da nossa história.
(Flávio Gikovate)